Nossa História

Nos idos das décadas de 1970 e 1980, um grupo de pais de alunos do Colégio Arquidiocesano de São Paulo, ao mesmo tempo em que seus filhos disputavam campeonatos dos esportes ali praticados, jogavam futebol – recreação, nos campos – dos médios e dos maiores, obedecendo a lista de chegada.

Havia no colégio um padre – Irmão Leão – que sabiamente foi integrando pais, professores e alunos, formando uma grande família. O manancial de pais e mestres era farto, propiciando a realização de um campeonato de futebol de pais e mestres que causava inveja a muitos clubes.

Constitui-se regulamentos e uma diretoria por ele comandada, tendo a participação efetiva dos pais, inclusive, nas arbitragens (orientadas pelo famoso arbitro José Favile Neto).

Várias rodadas foram televisadas pela Televisão Cultura, dirigidas pelo comunicador Luiz Noriega, empolgando a família arquidiocesana que lotava as praças de esportes do colégio.

Semanalmente havia reuniões entre coordenadores dos times, diretores. juízes, comandadas pelo Irmão Leão, analisando a rodada, seus principais acontecimentos, aplicações do código disciplinar e assuntos gerais.

Por volta de 1982, muitos alunos não mais estudavam no colégio, haviam ingressado em faculdades, motivo pelo qual, o reitor proibiu que seus pais continuassem a participar do campeonato. Foi neste momento que um pai, espirituoso disse:

“estamos num bagaço danado, nem em colégio de padre podemos jogar!” Outro, continuou dizendo: “vamos reunir os pais nestas condições e fundar a Turma do Bagaço?” Assim, foi lançada, naquele momento, a semente para sua fundação. Este fato foi ratificado na fazenda do Cimino quando no seu campo de futebol deu-se o nome de Bagaço.

Cinco pais lideraram este movimento – Moacyr do Carmo e Silva, Oswaldo Vilas Boas, Sérgio Luiz Vairo, Hugo Giovanette e Pedro Dias Leite – os quais convocaram um grupo de aproximadamente trinta pais e alugaram o campo do Centro Acadêmico XI de Agosto, situado ao lado do Detran, no Ibirapuera, o único disponível e mais perto do colégio. Enquanto não havia número, para realizar campeonato, fazia-se recreação, sendo o uniforme, utilizado por todos, composto por calções e meias azuis, combinando com camisas brancas e azuis.

Novos pais se agregaram. Neste momento, houve a necessidade de se regularizar a fundação da sociedade, com a elaboração de seus estatutos, o que efetivamente aconteceu em 25 de Janeiro de l983. Neste documento ficou registrado que seria Sociedade Recreativa Turma do Bagaço (atualmente Associação Recreativa Turma do Bagaço), e que sua filosofia de ação seria a mesma semeada pelo Patrono Irmão Leão: “É PRECISO CRESCER JUNTOS EM FAMÍLIA”.

No transcorrer destes anos foram eleitos diversos presidentes, os quais, mercê da colaboração dos demais diretores, coordenadores e principalmente dos sócios Bagaceiros, têm propiciado manter fraterna e solidariamente os princípios de ordem e disciplina, base indispensável, para um crescimento integrado familiar.

Após alguns anos jogando no campo do Detran, o Centro Acadêmico XI de Agosto (dono do campo), pediu a liberação do campo e fomos obrigados a mudar para um campo perto do CEAGESP. Passado algum, tempo voltamos ao Detran. Foi um tempo um pouco conturbado, porém, continuávamos unidos. Novamente o Centro Acadêmico XI de Agosto novamente solicitou que o campo não mais fosse utilizado, alugando-o para um circo. Foi quando então mudamos para o campo de uma fábrica, em Osasco, chamada Ferbate. Posteriormente, nos deslocamos para a Cidade de Cotia, e logo após um curto espaço de tempo voltamos para Osasco, agora no campo do Delta.

A praça de esportes que atualmente utilizamos é fruto de um trabalho de parceria com o Hospital de Aeronáutica de São Paulo, cuja continuidade depende do cumprimento total das obrigações contratuais, incluindo o respeito, a ordem e a disciplina dentro da área que compõe todas as instalações do hospital, portanto, passíveis de sanções caso sejam desrespeitadas.

Já estamos neste local desde meados de 1998. O local é aprazível, de fácil acesso e cercado de máxima segurança. Podemos dele usufruir trazendo filhos, esposas e parentes, em todas atividades. É considerado pelos Bagaceiros como uma extensão do seu lar, onde vamos continuar a crescer juntos em família, aproveitando com muita alegria o convívio com nossos semelhantes, nesta praça de esportes onde o palco e o cenário é a própria natureza.

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